domingo, 16 de dezembro de 2012

... E O TAL DO MUNDO NÃO SE ACABOU


Cada vez que rola este papo de  "o mundo vai acabar" me lembro deste velho samba de Assis Valente,  composto em 1938 e imortalizado por Carmem Miranda: 

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso, minha gente lá de casa, começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite lá no morro, não se fez batucada

Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando de aproveitar
Beijei a boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei um samba em traje de maiô
E o tal do mundo não se acabou

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso, minha gente lá de casa, começou a rezar
Ainda disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite. lá no morro, não se fez batucada

Chamei um gajo com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele mais de um quinhentão
Agora eu soube, que o gajo anda
Dizendo coisa que não se passou
E, vai ter barulho, e vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso, minha gente lá de casa, começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite. lá no morro, não se fez batucada

Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando de aproveitar
Beijei a boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei um samba em traje de maiô
E o tal do mundo não se acabou

http://www.youtube.com/watch?v=abVNWgeonOY

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

DO TRIGO RICO À FARINHA POBRE


A maioria das pessoas que eu conheço não entendem - e nem se interessam muito em entender - a importância de comer pão de farinha integral e evitar embustes nutricionais como a margarina, o arroz branco e o açúcar refinado. O texto abaixo, retirado de um livro publicado na década de 70 chamado "A Vida Secreta das Plantas", de Peter Tompkins e Christopher Bird , resume de forma clara e definitiva a triste história da transformação de um alimento rico e importantíssimo na história do homem num composto estéril, que apenas torna as pessoas gordas e desnutridas.
Vale a pena ler.

" Desde muito antes do chamado despertar da história, o pão é um alimento básico para o homem. Em ruínas perto dos lagos suíços foram encontrados vestígios de pão datáveis de pelo menos 10 mil anos. Um grão de trigo é em síntese uma concreção com uma extremidade chamada germe, do qual o embrião da futura planta se nutre antes de emitir suas primeiras raízes, e uma casca de três camadas chamada rolão. Enzimas, vitaminas e minerais essenciais, inclusive o ferro, o cobalto, o cobre, o manganês e o molibdênio, encontram-se no germe e na casca.  
O germe do trigo é uma das poucas fontes naturais o se encontra na íntegra o complexo vitamínico B o que justifica o pão já ter sido chamado de 'o alimento da vida'.  O trigo integral contém ainda vestígios de bário, cuja deficiência no corpo humano pode causar distúrbios cardíacos, e de vanádio, também essencial para a saúde do coração. 
Desde os tempos imemoriais, os grãos de trigo foram triturados entre duas pedras circulares. Até o advento da mas máquinas a vapor, os moinhos eram acionados à mão: o primeiro a vapor surgiu em 1784, em Londres. Nas pedras dos moinhos, ou mós, o grão todo era reduzido a farinha. No processo entrava também parte da casca, que é o que dá à farinha integral a sua coloração.
O desenvolvimentodos cilindros de ferro, feito por um francês no início do século XIX, acarretou a separação do rolão e do germe. Foi o conde húngaro Szechenyl, em 1840, quem primeiro os usou, em lugar de mós, no seu moinho em Pest. Em 1877, um satisfatório moinho de cilindros de ferro era importado de Viena para a Inglaterra. Em breve eles entrariam em uso no Canadá. O governador Washburn, do Minnesota, ele mesmo um moleiro,  introduziu o processo húngaro em Mineapolis e começou a desvitalizar a farinha americana. Por volta de 1880 o uso do processo era universal.
Do ponto de vista comercial, o moinho de cilindros de ferro tinha três vantagens sobre as velhas mós. Separando a casca e o germe da farinha amilácea, o moleiro obtinha dois produtos para a venda, em vez de um só. A casca e o germe eram vendidos como "farelo", ou forragem animal. A remoção do germe tornava possível manter a farinha em boas condições por um tempo mais longo, o que também aumentava os lucros do moleiro. Por fim, a introdução dos cilindros de ferro permitiu adulterar o trigo com um acréscimo de 6% de água: era isso que impunha a remoção do germe, pois caso contrário a farinha não se conservaria.
No chamado pão branco "enriquecido", do qual estão ausentes as vitaminas e os minerais, resta apenas o amido bruto, cujo valor nutritivo é tão escasso que a maioria das matérias não o come. Nesse insípido pão sintético são arbitrariamente injetadas substâncias químicas que constituem apenas parte do seu complexo vitamínico B e não correspondem às necessidades reais do ser humano por não estarem em proporções equilibradas. Entre as substâncias químicas usadas para "melhorar" a farinha estão o dióxido de cloro, o peróxido de benzoílo, o bromato de potássio, o persulfato de amônio e mesmo a aloxana. O dióxido de cloro destrói o que resta de vitamina E na farinha e faz com que o amido inche, o que para o padeiro é uma dádiva.
Para compor o quadro, outra invenção de um francês, a margarina, destituída das vitaminas A e D, foi introduzida na Inglaterra como um substituto mais barato para a manteiga, ao mesmo tempo que a farinha alvejada. A saúde do país se deteriorou.  Os próximos vilões neste melodrama da vida são açúcar refinado, a glicose e os adoçantes. "





quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A EVOLUÇÃO DE CAMBORIÚ

 
Balneário Camboriú, com sua baía ornada por uma muralha de edifícios, já foi a mais brega das praias do litoral catarinense.  
Descolado era ir para um dos inúmeros "paraísos", aquelas praiinhas exclusivas, quase desconhecidas, como Bombas/Bombinhas, do Rosa, Garopaba, Pinheira e as da ilha de Santa Catarina. Só que com o passar dos anos a invasão descontrolada e a especulação imobiliária desfiguraram  quase todas elas, trazendo consigo as pragas da poluição e da destruição das belezas naturais.
Enquanto isso, a "Copacabana do Sul" passou a  atacar os problemas que a assolavam  - entre eles a poluição - e assumiu de forma responsável a sua vocação turística, abrigando também um número cada vez maior de pessoas, especialmente aposentadas, que decidiram morar na cidade, atraídas pelo seu clima agradável,  a infraestrutura e a segurança.   
Na Camboriú de hoje, o trânsito, organizado e sinalizado, permite o tráfego fácil de quem anda de carro - fora da temporada de verão, claro. Uma linha de ônibus circular serve com eficiência a orla. Há dois bons shoppings e um comércio exuberante ao longo da avenida Brasil, paralela à praia. Na avenida Atlântica, à beira-mar,  dezenas de hotéis, restaurantes, bares e sorveterias fazem a alegria de turistas de todo país. Ruas, avenidas e a praia são limpadas diariamente. Guardas municipais e PMs, apoiados por câmeras de segurança, são uma garantia de tranquilidade. Assim,  ninguém tem pressa de ir para casa quando a noite cai. O movimento nas ruas se prolonga até a madrugada, algo cada vez mais raro nas cidades brasileiras assoladas pela violência.


O censo IBGE de 2010 constatou que Balneário Camboriú, emancipado em 1960 de Camboriú, localizado do outro lado da BR 101,  tem pouco mais de 100 mil  moradores. Nos meses de janeiro e fevereiro a população salta para mais de um milhão de pessoas, atingindo a maior  densidade demográfica de Santa Catarina - 2.350 habitantes por quilômetro quadrado. É o segundo menor município do estado.


Um passeio no teleférico é programa obrigatório para quem quer ter uma vista provilegiada das praias do balneário

Uma Copacabana em miniatura, limpa e segura

A barra do rio Camboriú, protegida por um molhe

terça-feira, 6 de novembro de 2012

TRAMANDAÍ PERDE A BRANQUINHA



A Branquinha fechou. Bar, lancheria, restaurante e último reduto dos aposentados de Tramandaí depois do fechamento de outros pontos tradicionais da cidade, a casa está sendo reformada para virar uma loja. Ah, o Bavária também já era. Agora só funciona a pizzaria, no andar de cima.
Daquela barlândia,  que ocupava toda a quadra, só resta a Taberna do Willy.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

sábado, 3 de novembro de 2012

QUOTAS PARA MULHERES

Enquanto no Brasil as quotas para negros nas universidades começam a ser postas em prática, na Europa avança, e pelo jeito sem volta, a criação de um sistema de quotas para as mulheres nas diretorias das empresas. Foi a grande discussão de 2012 na Alemanha, onde só um partido, o Liberal Democrático, minoritário na coalisão do governo, é contra. Os demais partidos discordam apenas entre a criação de quotas flexíveis, com a adesão voluntária das empresas,  na fixação de 30 por cento ou de 40 por cento como o número mínimo de mulheres nos conselhos diretores e fiscais, até 2015. Uma decisão sobre o assunto foi adiada para o início de 2013.
Segundo o Instituto Alemão de Pesquisa Econômica, nos últimos anos o índice de mulheres em posições de chefia está estagnado em 27 por cento. Nos 200 grandes conglomerados econômicos alemães, só 3,2 por cento de mulheres ocupavam cargos de diretoria em 2010. Nos conselhos fiscais o número aumenta um pouco - 10,6 por cento, mas ainda está muito longe das metas mínimas admitidas pelas lideranças dos partidos e dos movimentos sociais do país.
A Noruega foi o primeiro  país europeu a estabelecer quotas para mulheres nos cargos de direção. Quando a decisão foi tomada, em 2003, as previsões eram catastróficas: iam da fuga de investidores estrangeiros à quebra da bolsa de valores e a ruína do país. No começo foi realmene difícil encontrar mulheres para todos os postos, e muitas delas acumulavam cargos em até 10 empresas ao mesmo tempo - eram chamadas de "saias de ouro". Gradualmente a situação foi mudando, e as pesquisas de 2010 indicavam que elas já estava presentes em 35 por cento de todos os cargos de direção. Nas áreas de saúde e educação, metade dos chefes são mulheres. A situação se refletiu também nos cargos mais baixos de gestão.
Depois da Noruega, a França, a Espanha, a Bélgica e a Itália também aprovaram quotas para mulheres. Em todos houve discussões acaloradas, mas a mudança não foi, certamente, a causa dos problemas que alguns desses países estão enfrentando.


fonte: www.magazin-deutshland.de

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

UM GATO CHAMADO JURUBEBA


Jurubeba dormia no quintal de casa quando o encontrei, numa tarde de verão da década de 80. Assustado, ele pulou o muro e  desapareceu. Voltou no dia seguinte, atraído por um pedaço de fígado de galinha, mas fugiu quando me aproximei. Ainda era um filhote. Passou a vir todos os dias para comer,  mas só depois de três meses entrou em casa pela primeira vez, com um andar suave e seguro.
Jurubeba não era um gato comum.  Lindo com seu pelo cinza com detalhes em preto e branco, grande e musculoso, mais parecia uma gato-do-mato. Não miava nem se relacionava com os bichos da vizinhança, e adorava carne crua.
Acabou se adaptando à vida doméstica. Curtia uma soneca no sofá, era carinhoso, mas nunca perdeu o seu jeito selvagem. Como todo felino,  às vezes, subia pelas árvores e telhados, tinha suas horas de liberdade e depois voltava. 
Nunca mais houve um gato como  Jurubeba...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ALGUNS TONS DE VERDE



 
 

sábado, 13 de outubro de 2012

TORRES


A única praia de mar do Rio Grande do Sul que não é apenas areia e mar.

SENTINELAS DA GUARITA



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

CENAS CAMPEIRAS


 
Nascido na colônia e transplantado para a capital gaúcha, não tive o prazer de curtir a vida no campo. Talvez por isso, me encantam cenas como esta, de uma boiada tangida por legítimos gaúchos, para quem  usar bota e bombacha com chapéu de barbicacho é hábito do dia-a-dia.
As fotos foram tiradas numa fazenda junto à Estrada do Mar, entre Capão da Canoa e Torres,  no Rio Grande do Sul.
 
Clique sobre as fotos para ampliá-las.
 
 
 
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ALUGA-SE VESTIDO DE NOIVA


1972, 1973. Todos os dias, subindo o morro de Santa Teresa a bordo do ônibus Linha 95 para trabalhar na RBSTV, eu via este cartaz numa casinha de madeira caindo aos pedaços. Bati a foto da janela, mas nunca fui lá conferir que tal era o vestido.

sábado, 29 de setembro de 2012

WALLPAPER

 
 
 


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

RITA É UM GÊNIO!!!

Rita Lee

Parece uma rosa
De longe é formosa
É toda recalcada
A alegria alheia incomoda...

Venenosa!
Êh êh êh êh êh!
Erva venenosa
Êh êh êh êh êh!
É pior do que cobra cascavel
O seu veneno é cruel
EL! EL! EL!..

De longe não é feia
Tem voz de uma sereia
Cuidado não a toque
Ela é má pode
Até te dar um choque...

Venenosa!
Êh êh êh êh êh!
Erva venenosa
Êh êh êh êh êh!
É pior do que cobra cascavel
O seu veneno é cruel
EL! EL! EL!..

Se porta como louca
Achata bem a boca
Parece uma bruxa
Um anjo mau
Detesta todo mundo
Não pára um segundo
Fazer maldade é seu ideal
Oh! Oh! Oh!...

Como um cão danado
Seu grito é abafado
É vil e mentirosa
Deus do céu!
Como ela é maldosa...

Venenosa!
Êh êh êh êh êh!
Erva venenosa
Êh êh êh êh êh!
É pior do que cobra cascavel
O seu veneno é cruel
EL! EL! EL!...

Se porta como louca
Achata bem a boca
Parece uma bruxa
Um anjo mau
Detesta todo mundo
Não pára um segundo
Fazer maldade é seu ideal
Han! Han! Han! Haaaan!
-Xá prá lá!...

Erva venenosa!
Erva venenosa!
Venenosa! Venenosa!
Venenosa! Venenosa!
Erva venenosa!
Erva venenosa!
Erva venenosa!
Erva venenosa!...




quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ESPIRAL


domingo, 23 de setembro de 2012

EM MONTSERRAT, UMA NOVA POMPÉIA


Imagine um show com Paul Mc Cartney nos vocais e piano, acompanhado por Phil Collins na bateria, Sting e Elton John nos vocais, Eric Clapton e Mark Knopfler (Dire Straits) nas guitarras. George Martin, o produtor e maestro dos Beatles, conseguiu o milagre, numa apresentação histórica realizada em 15 de setembro de 1997, no Royal Albert Hall, em Londres,  para a reconstrução de Monserrat, uma pequena ilha do Caribe de 11 por 16 quilômetros pertencente à Comunidade Britânica, devastada três meses antes pela erupção de um vulcão.
Os músicos pagaram suas despesas e tocaram de graça... em estado de graça. Interpretando   Brothers in Arms, Knopfler parecia levitar, com sua guitarra mágica. 
Antes de começarem os seus números, os artistas falaram sobre suas recordações das temporadas que costumavam passar na ilha. Todos eles viajavam até o Caribe com o mesmo objetivo: gravar nos estúdios de George Martin, o Air Records, longe do inverno europeu, de suas casas, da rotina. Lembraram daqueles dias com saudade e emoção.
O DVD gravado naquela noite, ainda à venda em lojas de discos e pela internet, rende recursos para obras de reconstrução - inclusive um auditório para promoções culturais. Mas, mais do que isso, divulgou para o mundo o drama do povo daquela ilha, até então só conhecida pela banda Arrow, que na década de 80 explodiu com Hot, Hot, Hot, música dançante em ritmo soca (conhecido no Brasil como Lambada), indispensável nas danceterias de sul a norte do continente americano e da Europa. É claro que a Arrow estava presente na celebração musical.
Participaram do show, por ordem de entrada:
Phil Collins, Arrow, Carl Perkins, Jimmy Buffett, Mark Knopler, Sting, Elton John, Eric Clapton e Paul Mc Cartney.




Montserrat, a "Esmeralda do Caribe", foi descoberta por Cristóvão Colombo em 1493. Deu este nome à ilha por ter ficado impressionado com a semelhança entre as montanhas que avistava e a serra que emoldura Barcelona, na Espanha. Colonizada pelos britânicos, recebeu milhares de presos políticos e refugiados irlandeses, entre os séculos 17 e 18. Com mão de obra escrava, mantinham cultivos de cana, lima e algodão.  Abolida a escravidão em 1830, Montserrat continuou nos séculos seguintes exportando produtos agrícolas e, mais recentemente, água mineral, uma das melhores do mundo.
George Martin inaugurou os estúdios Air em 1979, gravando discos de Paul McCartney, Elton John, Stevie Wonder e Eric Clapton.
Em 1989 o furacão Hugo destruiu 90 por cento dos prédios de Montserrat. Em 1995, o vulcão Soufrière entrou em erupção,  lançando enorme quantidade de cinzas, e em 24 de junho de 1997 explodiu, soterrando de lava sua capital, Plymouth. Dois terços da população da ilha foi evacuada. Dos 13 mil habitantes, só moram lá atualmente menos de cinco mil. Os demais, como cidadãos britânicos, emigraram para outros territórios do Império.
O vulcão continua em atividade. Por isso, todo o sul do território - inclusive a antiga capital -  continua sendo zona de exclusão. Um novo porto e aeroporto foram construídos em Little Bay, ao noroeste, e o governo funciona numa capital provisória, em Brades.
Só em 2009 uma empresa local reativou uma linha aérea regular, ligando Montserrat à ilha de Antigua, situada a 48 quilômetros de distância, onde há vôos internacionais. Os moradores têm agora o turismo como principal atividade econômica. Por trilhas, barcos ou sobrevôos, levam os turistas para verem, de longe, os estragos causados pelo Soufrière.



Plymouth, a antiga capital, coberta de lava depois da erupção do Soufrière, em 24 de junho de 1997: uma nova Pompéia.



 Montserrat numa foto de 2009, com o vulcão Soufrière em atividade. Apenas um terço do território da ilha, no noroeste, continua habitável.


Site oficial de Montserrat:
http://ukinmontserrat.fco.gov.uk/en/island-of-montserrat/


   

 

sábado, 22 de setembro de 2012

VIAGEM NO TEMPO

Marylin e Elvis numa esquina de Torres (RS)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

OS BELOS CARRÕES ANTIGOS


Fairlane, Cadillac, Bel Air, Ford 51: a era dos carros enormes, de linhas elegantes - e um tanto estravagantes - confortáveis e beberrões. Passam as décadas e eles continuam absolutos como ícones do American Way of Life. Tratados como relíquias, são levados a encontros de colecionadores como este, ocorrido nas Termas do Gravatal, em Santa Catarina.


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

FAROL DE SANTA MARTA

O Farol de Santa Marta, em Laguna, Santa Catarina, 1978. A ocupação desordenada recém começava.

     O Farol perdeu o seu ar rústico mas continua belíssimo.





quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O SINO DO MILÊNIO, VATICANO




1980: o chefe de reportagem de um jornal localizado no centro de Porto Alegre, criado numa pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul, ouve o sino da Catedral bater compassadamente seis vezes.  Telefona para a Cúria Metropolitana e pergunta quem morreu.
Resposta: ninguém morreu. É apenas a badalada da hora do Angelus...

1999: o papa João Paulo II encomenda um sino especial para celebrar os dois mil anos do nascimento de Jesus Cristo.




O sino do Jubileu nos jardins do Vaticano. 
Esta foto é de uma reportagem do site da UOL, que pode ser vista no endereço abaixo:

http://viagem.uol.com.br/album/jardinsdovaticano_album.jhtm#fotoNav=12


Além do Jubileu da Igreja Católica, o início do novo ano marcava também o início do Ano Santo, que acontece a cada 25 anos. No dia 24 de dezembro, véspera do Natal de 1999, João Paulo II tocou o sino e em seguida abriu a Porta Santa da Basílica de São Pedro.
Depois de bater três vezes na porta com um martelo de prata, o papa exclamou: "abram-se para mim as portas da Justiça". Essa tradição tem sua origem no século XV, quando as pessoas perseguidas pela Justiça buscavam asilo em igrejas.
De bronze, com seis metros de circunferência e cinco toneladas de peso, o Sino do Jubileu, doado à Santa Sé pela Fundição Marinelli, tem um brasão em que o papa aparece abrindo a Porta Santa. Ao fundo, o triângulo e o Olho de Deus. A relíquia pode ser vista nos jardins no Vaticano.




Milhares de réplicas, com os mesmos símbolos e sonoridade do sino original, com oito centímetros de altura, foram produzidas para que os católicos de todo mundo participassem das celebrações da chegada do terceiro milênio, que duraram até o dia 6 de janeiro de 2001.












"O Sino do Jubileu: este sino é a fiel reprodução do grande Sino do Jubileu realizado em Agnone pela histórica Pontifícia Fundição Marinelli e dedicado a Sua Santidade João Paulo II para celebrar o nascimento do Terceiro Milênio. Sua voz se unirá àquelas de todos os sinos do mundo para pressagiar aos homens paz e serenidade."




"Jubilaeum MM: o grande Sino do Jubileu, fundido pela milenária Pontifícia Fundição Marinelli de Agnone, pesa 5 toneladas e tem um diâmetro de 6 metros e responde a nota musical Sol grave. Traz em relevo o grande olho "Uno a Trino", a Porta Santa e  o emblema de João Paulo II com seu lema "Totus Tuus". Representa o símbolo do novo milênio e é voz de bom presságio do Papa para todo o mundo. O sino foi reproduzido em miniatura qual lembrança do Jubileu para quantos quiserem conservar um testemunho do grande evento."

(textos publicados nas embalagens das réplicas)





Os sinos e suas mensagens


Os primeiros registros do uso de sinos - do latim signum, sinal - são do século VI. Nos mosteiros italianos, os monges eram alertados pelas badaladas para os horários de acordar, rezar, comer e dormir.
Nos séculos seguintes, as igrejas também passaram a ter campanários, palavra derivada de Campânia, região do sul da Itália rica em jazidas de bronze - o metal com melhor sonoridade - onde estavam localizadas as principais fundições produtoras de sinos.
Os sinos das igrejas, além de convocar os fiéis para as missas, sinalizavam as notícias mais importantes para a comunidade: falecimentos, nascimentos, vitórias nas batalhas, ataque iminente, visitas de autoridades à cidade.
Em atividade desde o ano 1.000, a Fundição Marinelli, localizada em Agnone, nos montes Apeninos, é a mais antiga empresa familiar da Itália e uma das 30 mais antigas do mundo. Seus sinos podem ser vistos - e ouvidos - em todos os países onde existem igrejas católicas. Além de sinos, saem de seus fornos portais de bronze e outros objetos religiosos.


Veja no site da Marinelli, entre outras coisas interessantes, como se fabrica um sino:

http://www.campanemarinelli.com/












segunda-feira, 20 de agosto de 2012

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

SHEKINAH



Marisvalda, a Mara, pernambucana de Recife, confeiteira de mão cheia, decidiu ir para o Sul em busca de uma vida melhor. Trabalhou em hotéis de Florianópolis e depois se mudou para Gramado, na Serra gaúcha.
José Gerardo Fontenele, o Ceará, é cearense - claro -, de Fortaleza. Sabe tudo de salgados, e também foi tentar a sorte em Gramado, onde abriu um café colonial.
 Lá, Mara e Ceará se conheceram, acabaram casando e tocando juntos o negócio. Ela fazia os doces, ele  os salgados. Mas as coisas não correram tão bem como eles esperavam. Fizeram uma nova tentativa em Porto Alegre, mas acabaram desistindo. 
Em dezembro de 1999,  Ceará e Mara se refugiaram na sua casa de praia, no Imbé. Um novo recomeço. O casal recebeu o apoio de vizinhos, que sabendo de suas dificuldades, passaram a encomendar tortas.  No início, todo o dinheiro ganho era empregado na compra dos produtos para fazerem outras tortas, usando as panelas e outros utensílios existentes na casa.
Religiosos, se deram conta de que precisavam de outro apoio importante. E se lembraram do trecho da bíblia em que Moisés, na fuga do Egito à frente dos judeus, acossado pelo exército do faraó e com o mar Vermelho à frente, clamou a Deus por socorro. Assim como Moisés, que brandiu seu cajado e, por obra divina - o Shekinah -, realizou o milagre da divisão das águas para que pudesse fugir com seu povo, o casal usou as mãos para, fazendo doces e salgados, atravessar a tempestade em que estava envolvido. Mara batia de porta em porta com pequenas tortas para vender. Muitas vezes as lágrimas desta pequena nordestina se misturavam à chuva que batia em seu rosto. 
Três anos depois, o milagre se consumou: os credores foram pagos, e surgiu na avenida Paraguassú, em frente à prefeitura, a confeitaria Shekinah.


No início era só uma portinha, com uma sala e uma cozinha cada vez mais pequenas para a freguesia que crescia. Passar lá para fazer um lanche ou levar doces e salgados para casa passou a fazer parte dos hábitos dos moradores do Imbé e de Tramandaí.




Agora a Shekinah está assim, com mesas para atender os clientes e uma cozinha ampla de onde saem as delícias peparadas por Mara, Ceará e uma equipe de funcionários entre os quais filhos, genros e noras do casal. A vida de todos mudou para melhor, mas a trabalheira continua a mesma de sempre, sete dias por semana, da manhã à noite.

 

O próximo desafio de Mara é ser eleita vereadora em Imbé. Garra e determinação para vencê-lo não lhe faltam.