domingo, 31 de agosto de 2014

O MONUMENTO A BENTO GONÇALVES, EM RIO GRANDE






O monumento a Bento Gonçalves, na Praça Almirante Tamandaré, em Rio Grande, não é apenas uma estátua fundida em bronze em homenagem ao maior líder da guerra dos Farrapos, esculpida pelo português Teixeira Lopes. Em sua base de pedra, guarnecido por dois leões de bronze,  está o túmulo de Bento.
Inaugurado em 20 de setembro de 1909, o monumento foi construído por iniciativa dos positivistas gaúchos, que após a proclamação da República, em 1889, precisavam de heróis para exaltar os valores republicanos. Maçom, Bento Gonçalves da Silva encarnava como nenhum outro gaúcho os ideais do novo regime. Seu túmulo não poderia continuar anônimo, num lugar ermo, distante de qualquer cidade importante do Estado.
Enterrado em Pedras Brancas, distrito de Guaíba, onde faleceu em 1847, seu corpo foi exumado em 1850 e levado para a estância Cristal,  de propriedade da família, no interior de Camaquã, atualmente município de Cristal. 
Em 1891, o governo da Província publicou  um decreto propondo a doação dos restos mortais do general ao município que erguesse um monumento-túmulo à altura de sua importância histórica. Os jornais da época publicavam editoriais louvando os feitos do intitulado "Napoleão dos Pampas". Por todo o Estado as comunidades foram convocadas a participar do concurso.
O projeto dos riograndinos, liderados por Alfredo Ferreira Rodrigues, foi o vencedor. A intendência de Rio Grande doou três contos de réis para construir a obra. Outros dois contos de réis foram recolhidos em Porto Alegre, Garibaldi, Uruguaiana, Santa Vitória do Palmar, Santa Maria, Cruz Alta, Vacaria, Santo Amaro, São Francisco de Assis, Dom Pedrito, Quaraí, Júlio de Castilhos, Vacaria, Taquara, Santa Cruz, São Borja, Torres, São Sebastião do Caí, Soledade, Bagé e Rosário do Sul. 
Por ironia, Rio Grande, a mais antiga cidade gaúcha, que abriga o túmulo do herói farroupilha, não aderiu à causa dos rebeldes durante os dez anos (1835 a 1845) que durou o movimento separatista contra o Império.




Vencedor e vencido: no túmulo, o fim  da rebelião dos gaúchos contra o Império é representado por dois leões de bronze


Praça Almirante Tamandaré,  na cidade de Rio Grande, uma das maiores e mais belas do Rio Grande do Sul




Retrato de Bento Gonçalves da Silva exposto no 
Museu Júlio de Castilhos, em Porto Alegre

domingo, 24 de agosto de 2014

FELICIDADE É...



Passear pelo calçadão do Imbé, 
 num belo domingo de sol...



sábado, 16 de agosto de 2014

CEM ANOS ANTES DO SELFIE


  Até a metade do século XX, especialmente no interior, havia o hábito da fotografia familiar anual. Era um acontecimento para o qual todos colocavam suas melhores roupas, e muitas vezes eram as únicas imagens dos pais e avós com seus filhos e netos. 
Esta foto é da família de João Nicolau e Maria Inez Heberle, meus avós paternos, e foi batida lá por 1914 em Boa Vista do Cadeado, distrito de Ijuí, atualmente Augusto Pestana.




Família Orsini, Rio Grande, 1912. 
Sentado, ao centro, Felice Orsini, o patriarca, entre os filhos Cecília e Genésio. 
Atrás, de pé, a matriarca Margarida, entre os filhos José, Marieta, Luís e Ernesto (da esquerda para a direita).
Felice e Margarida são bisavós de Lais Lobato Heberle. 
Luís, o avô materno. 







domingo, 3 de agosto de 2014

O INVERNO DÁ UMA TRÉGUA









Domingo, 3 de agosto de 2014, praia do Imbé.
O inverno dá uma trégua de 24 horas.  

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